Taxa de Custódia do Tesouro Direto Cai a Partir de Janeiro


A taxa de custódia do Tesouro Direto, cobrado pela bolsa de valores B3, passará de 0,3% para 0,25% a partir de janeiro do próximo ano, anunciou nesta quinta-feira (27/12) o secretário-substituto do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira.

"Esse percentual, embora aparentemente pequeno, representa R$ 26 milhões a mais no bolso do investidor do Tesouro Direto", declarou.

Ele avaliou que o ano de 2018 foi "bastante positivo" para os investidores, pois lembrou que os maiores bancos do país também zeraram a taxa de administração - que antes oscilava em torno de 0,5%.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 e permite a pessoas físicas a compra de títulos públicos pela internet.

De acordo com Ladeira, com a redução da taxa de custódia da B3, o programa ficou mais competitivo quando se compara com outras aplicações, como os fundos de renda fixa oferecidos pelas instituições financeiras. Ele observou que a taxa de administração dos bancos, nesses fundos, é de cerca de 2% para pequenos poupadores.

O secretário-substituto do Tesouro Nacional disse que a taxa de custódia, cobrada pela B3, poderia cair ainda mais. Entretanto, explicou que parte dos recursos arrecadados com essa taxa é direcionada para ações de educação financeira - o que é considerado um "custo positivo" do programa.

"Poderia reduzir mais, mas perderia esse braço importante que é a agenda de educação financeira. Está na nossa agenda [cair mais no futuro]. A gente vai ajustando para baixo sem comprometer. Tem alguns caminhos interessantes a trilhar no futuro", concluiu.

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