Eleições 2018 - Debate TV Gazeta: Alvaro Dias (Podemos)


Veja as propostas apresentadas pelos candidatos durante o debate deste domingo (09/09) na TV Gazeta promovido pela emissora, pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e pela rádio Jovem Pan.

Alvaro Dias (Podemos):

Santas Casas - "Quando se fala em saúde pública, ou segurança pública, educação, enfim, infraestrutura, e o Banco Mundial realizou um estudo na saúde pública do nosso país e revelou que o que falta não é dinheiro. É planejamento, é gestão competente e honestidade. Há desvios em excesso. Essas instituições filantrópicas complementam uma atividade que deveria ser do governo. O SUS é um grande programa, mal executado, mal implementado, há planos de saúde que estão comprometidos pela ineficácia. E os dependentes desses planos de saúde acabam na Santa Casa de Misericórdia. E os planos de saúde não oferecem o ressarcimento. Nós tivemos uma isenção de impostos em 2016 de R$ 19 bilhões na área de saúde, no atendimento dos planos de saúde. Imaginem se nós pudéssemos aplicar esses R$ 19 bilhões no serviço de saúde pública do país. Ocorre que beneficiamos os planos de saúde. A Agência Nacional de Saúde não fiscaliza e o doente é obrigado a ir para um hospital público ou para uma Santa Casa de Misericórdia e o plano de saúde não oferece o ressarcimento correspondente. Portanto, nós beneficiamos de um lado e sofremos as consequências do outro. Quem paga é o contribuinte brasileiro."

Meio Ambiente - "Eu acho que mais importante do que alguém possa dizer num debate como este é o que viveu, o que fez, eu fui governador do meu estado e realizei, no Paraná, o maior programa de preservação ambiental da nossa história, um programa que foi considerado modelo para o mundo, pela FAO, e pelo Banco Mundial, e foi implementado em 18 países, com 45 práticas agrícolas, desde a curva de nível no manejo integrado dos solos e das águas, os gurundus em curva de nível para evitar a erosão, a recuperação das matas ciliares, a adubação verde para economizar no agrotóxico, os abastecedouros comunitários para evitar que o vasilhame com agrotóxico chegasse aos rios e aos lagos. O que nós temos é que fiscalizar a aplicação dos agrotóxicos com rigor e orientar tecnicamente para que os produtores rurais possam aplicá-los, porque o agrotóxico é aplicado em todos os países evoluídos do mundo, no Canadá, na França, na Itália, enfim, com correção, com formação técnica adequada e com uma investigação do órgão governamental para punir eventuais abusos que possam alcançar o interesse coletivo que é a preservação da saúde das pessoas que se alimentam dos produtos colhidos pelos nossos produtores rurais que são essenciais no processo de desenvolvimento do nosso país."

Privilégios das Autoridades - "Há instituições no país, Ministério Público, Polícia Federal, parta do Judiciário que reabilitam as esperanças do povo brasileiro no futuro do país com uma nova Justiça. No entanto, em relação a privilégios, nós não podemos suportar mais os privilégios das autoridades. Mas não basta na campanha eleitoral anunciar o combate aos privilégios. Nós que já tivemos oportunidade de ter privilégios, devemos antes de combater o dos outros, eliminar os nossos próprios privilégios. E assim tenho atuado, combatendo a corrupção implacavelmente desde sempre. Desde que fui governador, prendendo através da prisão administrativa, anulando licitações fraudadas, eliminando privilégios como aposentadorias especiais, como determinados penduricalhos para aumentar salários. Evidentemente se for presidente da República, vamos acabar com os privilégios de todas as autoridades dos três poderes. Porque se nós queremos mudar o Brasil para melhor, construir a grande nação que merecemos, precisamos começar pelo andar de cima, eliminando todos os privilégios das autoridades brasileiras, no Legislativo, no Judiciário e no Executivo. No Legislativo, inclusive reduzindo seu tamanho, diminuindo o número de senadores e de deputados federais."

Indicações Políticas - "Toda essas propostas aqui apresentadas por todos nós candidatos não serão exequíveis se nós mantivermos esse sistema corrupto e incompetente de governo que é o balcão de negócios, o aparelhamento do estado, do loteamento dos cargos públicos, dessa relação promíscua entre os poderes, especialmente, Executivo e Legislativo. O desmonte desse balcão de negócios é o começo para a qualificação técnica do governo. Hoje o que temos é a indicação partidária. E os mais competentes não são os indicados. Não há critérios de competência, de aptidão para cargo executivo, não há critério da probidade e da eficiência e qualificação técnica. O que há é o interesse meramente eleitoreiro de partidos políticos que colocam aqueles que aceitam amealhar recursos para os seus projetos eleitorais, abrindo portas para a corrupção desenfreada que levou o país a essa indignação coletiva. O que vamos fazer? Desmontar esse balcão. Ele foi clonado, foi transplantado para estados e municípios, distribuindo incompetência e corrupção. A qualificação técnica do governo, com uma reforma de estado, e a redução para cerca de 14 a 15 ministérios apenas, com qualidade técnica e profissional. Elevando o nível da administração pública."

Considerações Finais - "Eu imagino o que deve estar pensando agora o brasileiro que nos acompanha, diante de tantas promessas, de tantas propostas. E essa descrença que campeia no país, como consequência dos desgovernos, da corrupção avassaladora, que provocou revolta e indignação. O que dizer aos brasileiros? Eu confesso que teria constrangimento de apresentar qualquer proposta se antes não assumisse o compromisso de romper com esse sistema de governança corrupto e incompetente. Alguns estão sendo presos, outros ainda serão certamente. Mas se nós preservarmos esse sistema ele continuará sendo essa fábrica de barões da corrupção em nosso país e nós não vamos alcançar os índices de crescimento econômico compatíveis com a grandeza de nosso povo. Hoje é o ano novo da comunidade judaica e eu me lembro que esse país é o país das crenças e das religiosidades. Nós somos muitos Brasis dentro de um grande Brasil e devemos nos respeitar. O ódio cega a inteligência. A raiva e a intolerância alimentam a violência e comprometem o processo democrático. O nosso repúdio àqueles que praticam a violência e àqueles que estimulam a violência. O brasileiro precisa abrir o olho."

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