Eleições 2018 - Debate TV Gazeta: Ciro Gomes (PDT)
Confira as propostas apresentadas pelos candidatos durante o debate deste domingo (09/09) na TV Gazeta promovido pela emissora, pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e pela rádio Jovem Pan.
Ciro Gomes (PDT):
Segurança Pública - "A minha ideia é dar conteúdo prático a um sistema único de segurança pública. Foi criado recentemente na lei, mas sem orçamento, sem institucionalidade, sem nada. E, basicamente, a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) tem que ser empoderada com orçamento compatível com a escalada absolutamente assustadora da violência em todos os lugares. Em todos os lugares o Brasil, praticamente, perdeu o controle numa luta que, basicamente, é comandada pelas facções criminosas sediadas em São Paulo e no Rio de Janeiro e que se espalharam pelo Brasil numa disputa, absolutamente, aterradora por território para o narcotráfico, determinando, de dentro da cadeia em São Paulo e nos outros lugares, do Rio de Janeiro, inclusive, a mortandade de jovens negros, pobres, caboclos, pelo Brasil afora. Trazer para o sistema único de segurança pública a responsabilidade federal. Eu quero, como presidente da República, assumir a responsabilidade, desde a investigação até a segregação nas prisões federais, do enfrentamento ao crime organizado pelo narcotráfico, facções criminosas, crimes de corrupção contra a administração pública, crimes cometidos por policiais civis e militares ou de outra categoria e, por fim, o crime de lavagem de dinheiro. Vamos procurar achar o dinheiro e expropriar esse dinheiro que é a única forma de cortar a cabeça do crime organizado."
Lava Jato e Poder Judiciário - "Eu acho que a Lava Jato pode ser, quando se consolidar, uma virada histórica na vida de impunidade com que se premiou a ladroagem de alto coturno no Brasil. Entretanto, a minha formação é de profissional do direito, fui professor de direito, e a Justiça barulhenta, a Justiça que dá entrevista, a Justiça que vive de gravatinha borboleta nos salões da grande burguesia nacional e estrangeira está sempre vulnerável à suspeição. Tudo o que nós brasileiros não precisamos é de uma operação tão potencialmente como essa ser inquinada de suspeição. Eu, como profissional do direito, perguntado nas circunstâncias em que fui, considero que a sentença que condenou o presidente Lula é injusta. Eu explico o porquê – e quem julga são os tribunais. No Brasil, o sistema que vale – e isso é só direito, não tem a ver com minha simpatia ou antipatia – é o que está escrito. Não existe crime sem lei anterior que o defina, e o juiz Sérgio Moro, já homologada sua sentença por um tribunal, não consegue demonstrar uma prova sequer. E condena o Lula pelo conjunto de indícios, é a primeira sentença que conheço dessa maneira."
'Reconstituição' das Instituições - "Meu caro governador Alvaro, eu vejo com muita preocupação. Claro que protocolarmente as coisas ainda estão no ambiente da institucionalidade democrática. Mas há uma brutal contestação da legitimidade da operação das instituições centrais. Vamos lá, Presidência da República desmoralizada. Pela primeira vez na história brasileira, e pela segunda vez na história brasileira, o presidente da República, ele mesmo acusado pela Procuradoria Geral da República, por corrupção e formação de quadrilha. Pela primeira vez na história da República, a mim me parece, as maiorias do Congresso Nacional, no Senado e na Câmara, estão envolvidas na tal Lava Jato e em conjunto de procedimentos contra a moralidade e a decência pública. E isso permite, e essa é a minha grave preocupação, que estando o poder democrático assim tão desmoralizado na ladroeira, na irresponsabilidade, chafurdando no privilégio, os poderes técnicos que não são eleitos pelo povo, mas assumem posições de juízes ou de procuradores, por concurso público, de mérito, que eles ocupem esse vácuo que o poder político desmoralizado está permitindo. Por isso que eu tenho uma preocupação e que a próxima Presidência da República, qualquer um de nós, terá, entre as suas graves tarefas, a tarefa de reconstituir a institucionalidade e a saúde das operações das instituições brasileiras. Só assim nós podemos repudiar essa ideia de que pessoas condenadas pela lei possam todo dia estar dizendo que a lei só presta para ou outros e não para elas.”
Teto de Gastos - "O Brasil está com um problema muito grave, sério e o incêndio no Museu Nacional é a manifestação trágica, aguda, urgente e que me deprimiu profundamente esse fenômeno. O Brasil, a aliança do PSDB com o MDB impôs à nossa nação 20 anos de congelamento de investimentos em saúde, educação, moradia, segurança, infraestrutura, ciência, tecnologia, cultura e tudo mais o que interessa. Deixou 51,6% do orçamento para o baronado financeiro livre e os privilégios da Previdência, livres. Todos os nossos programas não serão verdadeiros se não assumirmos com clareza o compromisso de exigir a revogação da Emenda 95 [teto de gastos]. O Museu Ipiranga é mantido pela USP, do governo do estado de São Paulo, e está fechado. É a próxima vítima em potencial e essa é a mesma realidade para postos de saúde, escolas e delegacias."
Considerações Finais - "Eu quero agradecer a você, Maria Lídia, agradecer à TV Gazeta e aos parceiros que promoveram esse debate, cumprimentar os ilustres adversários por esta noite e especialmente agradecer a você, meu irmão, minha irmã brasileiros que ficaram até a esta hora conosco. Se você pensa que o Brasil precisa mudar, nós estamos juntos nesta batalha. O Brasil, de fato, não pode continuar com 63 milhões de pessoas humilhadas com seu nome no SPC. O Brasil não pode manter-se alheio a 13,7 milhões de irmãos e irmãs nossas desempregados. Não é possível que o nosso país continue com o coração fechado para mais de 32 milhões de brasileiros que estão vivendo de bico, 60 mil mulheres sendo estupradas no nosso país, mas isso não precisa ser assim. Um projeto nacional de desenvolvimento que tenha compromisso em consultar as melhores inteligências tem a resposta para tudo isso que é o desafio que leva muitos de nós ao desânimo e outros tantos, à revolta. Nem o desânimo nem a revolta são bons conselheiros. Este restinho de esperança que está aí, não decida agora. Bote um pé atrás, compare os candidatos, assista aos debates, veja quem entregou quando teve a oportunidade, veja se há coerência entre o que falam e aquilo que fazem ao longo da sua vida, se têm compromisso com a agenda da classe média e dos mais pobres, que são a vida dessa tragédia nacional. Tenho pouco tempo na TV, mas cirogomes.com.br é o meu site e explica todas as propostas. Muito boa noite."
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Eleições 2018 - Debate TV Gazeta: Ciro Gomes (PDT)
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