Copom: Redução da Selic Poderia Trazer Instabilidade
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou nesta terça-feira (22/09) ata da última reunião, quando manteve a taxa Selic em 2% ao ano.
Entre as mensagens da ata, foi sinalizado que a já estaríamos próximos do nível a partir do qual reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços de ativos.
Isso veio após discussão sobre um potencial limite efetivo mínimo para a taxa básica de juros brasileira e sua associação a questões de natureza prudencial e de estabilidade financeira. Para a maioria dos membros do Copom, segundo a ata, esse limite seria significativamente maior em economias emergentes do que em países desenvolvidos devido à presença de um prêmio de risco.
“Foi ressaltado que esse prêmio é dinâmico e tende a ser maior no Brasil, dadas a sua relativa fragilidade fiscal e as incertezas quanto à sua trajetória fiscal prospectiva”, afirmou o documento.
→ Selic em 2% pelo menos até 2021:
O Copom sinalizou ainda que o cenário deve ser mantido sem novas alterações ainda por 2021 e, possivelmente, até 2022, a menos que a inflação não siga na trajetória desejada.
“O Copom não pretende reduzir o grau de estímulo monetário, a menos que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estejam suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária, que atualmente inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022. Essa intenção é condicional à manutenção do atual regime fiscal e à ancoragem das expectativas de inflação de longo prazo”, afirma o comitê.
O Copom complementou que as condições para a manutenção do forward guidance (prescrição futura) estão satisfatórias, o que reitera a intenção de continuidade na política monetária.
“O Comitê considera que as expectativas de inflação assim como as projeções de inflação de seu cenário básico encontram-se significativamente abaixo da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária; o regime fiscal não foi alterado; e as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas”, conclui o relatório.
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