Alesc Promove Audiência Pública sobe o Geoparque
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), realizou Audiência Pública para debater a criação do Geoparque Caminho dos Cânions do Sul. A audiência foi proposta pelo deputado Dirceu Dresch, atendendo pedido da Câmara de Vereadores de Praia Grande.
A implantação do Geoparque atingirá aproximadamente 5.759 km², abrangendo em torno de 19 municípios e a comunidade remanescente de Quilombo São Roque. "Temos grande preocupação com os impactos do projeto sobre esta comunidade. É fundamental a participação e o acompanhamento da sociedade nesse processo", disse Dresch.
Um grupo de trabalho integrado por representantes da empresa responsável pela implantação, prefeitura e comunidades discutirão a integração dos quilombolas de São Roque ao projeto do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul.
Confira as Principais Declarações:
→ Vanda Gomes Pinedo (Movimento Negro Unificado de Santa Catarina): “A comunidade não está incluída neste projeto. As pessoas vão para lá para fazer visitação, passam pelo território quilombola e mexem com a vida das pessoas, mas a comunidade tem o direito de ser consultada, de ser ouvida sob esta perspectiva”.
→ Paulo Volnei de Aguiar: “Não temos estrutura para receber ninguém, antes de vender (roteiros turísticos), tem de ter verba para a gente se estruturar. Nós estamos lá há 150 anos e agora chegam e são donos. Não temos razão para estarmos desconfiados, se tudo o que foi feito para nós até hoje foi forçado?”.
→ Ana Lúcia Lima (secretária de Turismo de Praia Grande): “Os moradores que visitei não estão preparados para receber turistas, não podem oferecer um cafezinho porque não têm xícaras! E os hotéis vendendo e os turistas querendo fazer a rota, mas qual benefício será trazido para essas pessoas?”.
→ Jorge Godinho (presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Turismo de Criciúma e Região Sul): “Os estrangeiros já vêm para visitar os cânions, tem hotel com lista de espera para o ano que vem, só que ainda não pensamos o turismo como uma grande indústria” (...) "na comunidade quilombola não tem luz elétrica e muitos moradores da região ainda usam patentes de madeira”.
→ Flávia Fernanda de Lima (empresa Geodiversidade Soluções Geológicas Ltda): “O geoparque vem para desenvolver as comunidades, com o compromisso dos gestores públicos e a parceria dos empresários locais para trazer oportunidades de renda, é um projeto de longo prazo que não traz restrições às atividades econômicas”.
→ Henrique Maciel (prefeito): “Este patrimônio natural é capaz de modificar a vidas das pessoas, vai colocar o nosso município e a região na vitrine, vai trazer tudo aquilo que nós sonhamos”.
→ Dirceu Dresch (Deputado Estadual: “É preciso dialogar, porque o turismo vem na direção de gerar renda na comunidade, hoje eles não estão satisfeitos com turistas circulando sem perspectiva de geração de renda para a população local”.
→ Manoel Mota (Deputado Estadual): “É um parque da Unesco, significa que se implantarmos vamos ter muitos recursos na região, nós temos o potencial, vai vir gente do mundo inteiro para cá, é dinheiro que vai entrar, é a qualidade de vida do povo que vai melhorar”.
O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte - SOL, está finalizando o processo de contratação da empresa que realizará os serviços de consultoria para desenvolver a estratégia de Geoconservação do Projeto Geoparque Caminho dos Cânions do Sul.
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